As Cinco Principais Tendências de Branding 2020

Sei que já passamos de mais da metade de 2020, mas vale olhar o que foi especulado como tendências de branding para o ano de 2020.

Esse artigo é resultado de um trabalho de desk research que realizei durante o semestre passado no mestrado em marketing digital, e achei que ficou tão legal que acredito que vale ser compartilhado aqui para ser consultado quando necessário.

Pessoas Virtuais

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Magalu, Lil Miquele e Emojis pessoas virtuais e seu poder de engajar

Tempos atrás as empresas usavam os mascotes para dar vida as suas marcas. Cada dia mais, vai se esclarecendo de que não é preciso ser uma pessoa de verdade para ser uma personalidade que interage, diverte e vende (e muito) na internet.

Humanização da marca e relacionamento natural em todas as redes sociais, interação com o consumidor de igual pra igual e, de preferência, seja leve e divertida.

Essa pode não ser propriamente uma novidade em branding, mas há pouco tempo que algumas marcas perceberam que é possível atingir tudo isso ao mesmo tempo através de uma persona virtual.

Elas têm nome, aparência, tom de voz e até uma rotina específica. E cumprem o papel essencial de fazer com que as pessoas queiram fazer parte dos seus assuntos, justamente porque são capazes de se inserir diretamente neles.

Um grande marketplace pode patrocinar grandes eventos e exibir sua marca pelas ruas, mas é através da sua persona que ele se coloca em cima do palco. É a persona que adota o meme do momento, que interage com outras celebridades e que faz até publicidade para outras marcas.

Depois de tanto ouvir que é preciso se humanizar nas redes sociais, as marcas estão se tornando cada vez mais literais nessa busca.

Enquanto marcas se virtualizam, influenciadores que nasceram virtuais viralizam, engajando pessoas e promovendo produtos.

Para ser alguém na internet você não vai precisar ser alguém na vida real. Nem para se engajar com seres humanos, nem para se atrelar a marcas.

Exemplos de Pessoas Virtuais

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Lil Miquela

Mais de 2 milhões de seguidores no instagram, quase 300 mil inscritos no canal do YouTube. A influencer digital tem como descrição do perfil: musicista, inquieta e estilosa.

Costuma publicar fotos de sua vida e se manifestar sobre diversos temas, como os direitos LGBTQ+ — além, é claro, de promover marcas de roupas e perfumes.

É, assim como muitas outras influenciadoras, bonita, misteriosa e encantadora. A diferença é que Lil Miquela não é real.

Foi criada por um computador — e é o exemplo mais famoso entre os influenciadores virtuais no mundo.

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Lu da Magalu

Com quase 3 milhões de seguidores no Instagram, a Lu do Magalu é referência no Brasil quando se trata de personificação de marca.

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APP Memoji

Atualização iOS onde é possível virtualizem seus rostos e expressões em um Memoji – um avatar de você mesmo, que vira emoji e também se comunica por vídeo.

O uso da ferramenta para interpretar com contexto e expressões os áudios da sua mãe fez o Twitter do Guilherme explodir nesse início de ano. E atrelado ao jeito real (e bem peculiar) da Dona Silvana de falar, nos faz até esquecer que aquilo é um personagem que não existe. Nos sentimos íntimos dessa mãe, como se ela fosse nossa.

E esse é só o começo dos criadores de conteúdo se divertindo com a oportunidade de se digitalizar.

Sempre que falamos de tendências, devemos pensar em como elas podem influenciar nas estratégias macro das marcas de um modo geral. E algumas pontos devem ser pensados em relação as pessoas virtuais. São elas:

Posicionamento de marca – As marcas deverão, mais do que nunca, terem posicionamentos claro para não cair na situação de constantemente de eximir de algum erro. 

Baixo controle na comunicação – Perda de controle, pois usar um avatar é dar vida real a marca, onde relações são criadas, e a intenção do avatar é que um robô cative um humano.

Alto investimento – Precisa alto investimento especializado e em segurança para criar pessoas virtuais relevantes.

Interação e Comunidade

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Criação de comunidade em volta das marcas – identificação e interesses em comum

Já é sabido que as pessoas hoje não consomem produtos e serviços apenas pelos seus atributos, como uma boa qualidade ou um design agradável.

Além de buscar uma solução que faça sentido para elas, com o melhor preço possível, é preciso que haja identificação com os valores e o propósito da marca.

Por isso, uma estratégia que vêm sendo utilizada pelas empresas, a fim de estabelecer essas conexões com os consumidores, é a criação de uma comunidade de marca.

Conforme os consumidores se mudam para grupos menores, mais próximos e com interesses similares, as marcas têm a oportunidade de criar conexões mais deliberadas e genuínas em espaços online. Mas para isso, elas precisam ser convidadas para o grupo.

As redes sociais vêm se voltando para o privado, conforme uma nova geração de usuários seleciona dentre inúmeros amigos quais são os poucos selecionados com quem ter conexões mais próximas. 

Com as grandes redes sociais se modificando para se tornar espaços mais íntimos e seguros, destacam-se plataformas que já trazem essa conexão naturalmente: o podcast, o e-mail e os nano e micro influenciadores

Para as marcas, é preciso usar esses atalhos para se inserir nessas trocas e também priorizar a construção de comunidades em torno de si, mais do que o awareness ou a contagem de likes.

Exemplo de Interação e Comunidade

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Comunidades do Facebook

No final de 2019, o Facebook (aplicativo) tomou as ruas das principais cidades do mundo com a campanha “Existe um grupo no Facebook para você” – destacando a maneira com que espera que as pessoas se conectem a partir de agora:

Menos na timeline (que desde 2014 tem se tornado um espaço de discussões e fake news para a maioria dos usuários), e mais em espaços seguros – com pessoas que têm interesses em comum.

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Novas Funcionalidades do Instagram

Nov/18 – Lançou o Close Friends, permitindo que você mande stories para um grupo seleto de pessoas.

Jul/19 – Sumiu com os likes, na tentativa de tornar as publicações menos sobre estética e comparação e mais sobre interação.

Out/2019 – Lançou um novo aplicativo – o Threads, que veio com a missão de “ajudar os usuários a se comunicar mais facilmente com seus amigos mais próximos”

Fev/2020 – Uma nova funcionalidade permite que você veja o quanto interage com quem segue facilitando que elimine da sua rede contas que não fazem diferença no dia a dia.

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Podcasts, Newsletters, Nano e Micro Influenciadores

PODCAST – Ao receber conteúdo diretamente nos seus fones de ouvido, tornam os donos dessas vozes presenças constantes na sua vida.

NEWSLETTER – Mais autenticidade e mais relevante possível e não somente algoritmos. Nesse processo, as pessoas têm buscado curadorias humanas para se manter informadas.  

NANO/ MICRO INFLUENCIADORES – Não mais somente associados a estrelas do YouTube ou modelos do Instagram, é possível ver que pessoas com menos seguidores vem construíndo comunidades em torno de si. O que perdem em audiência, esses influenciadores ganham em diversidade, engajamento e conexão com a sua audiência.

Alguns pontos devem ser pensados com atenção quando falamos de criação de comunidades e interação, para que possamos criar identidade e as ações terem real sentido dentro de uma estratégia de marketing. Alguns pontos que considero são:
Conteúdo orgânico – Criação mais orgânica, fazendo com que seja mais lenta, porém consistente.
Aproximação e exclusividade – As redes sociais vêm se voltando para o privado, conforme uma nova geração de usuários seleciona dentre inúmeros amigos quais são os poucos selecionados com quem ter conexões mais próximas. Esse movimento é tanto impulsionado pelas plataformas quanto reflexo da busca por conexões mais autênticas das pessoas.
Conhecer ferramentas e seus benefícios – É preciso atalhos de plataformas que já possuem uma conexão natural, como podcast, email, nano e micro influencers para se inserir nessas trocas e também priorizar a construção de comunidades em torno de si, mais do que o awareness ou a contagem de likes.

Economia do Conteúdo e Conteúdo Original

Ohdára Digital Criação de Sites | Lisboa Web Design | RJ Web Design
Criação de conteúdo original e monetizável.

Das maiores produtoras do mundo em plena “guerra do streaming” a indivíduos monetizando sua criatividade junto a comunidades online, o conteúdo original vem movendo marcas e consumidores, formando uma indústria em torno de si.

As redes sociais e as plataformas de disseminação de conteúdo têm permitido que criadores monetizem a sua criatividade e originalidade, um seguidor de cada vez.

Essas pessoas constroem audiências escaláveis através de conteúdo gratuito e depois começam a oferecer para os seus seguidores todo tipo de conteúdo original pago – e-books, cursos online, lives, workshops…

A lógica convencional do empreendedorismo e da influência digital vem criando uma nova geração de “larguei meu emprego para viver de internet”: criadores que monetizam seu conteúdo original para comunidades online.

Grandes produtoras de filme perceberam que é preciso se associar a plataforma para chegar ao seu público e não só estar nas salas de cinema. E ao mesmo tempo essas plataformas perceberam o poder que elas têm a partir do momento que elas possuem dados de comportamento dos usuários para fazer com que eles não saiam de frente da TV.

As empresas podem reunir os melhores conteúdos produzidos, mas o que as pessoas querem mesmo é conteúdo original.

Exemplos de conteúdo original para se inspirar

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P&G e National Geographic

O projeto ACTIVATE é uma parceria multiplataforma e uma série documental de seis episódios, com conteúdos originias e customizados, distribuídos através de canais de social media, digitais, lineares e de print, sem precedentes.

O seu objetivo é sensibilizar para questões como a pobreza extrema, a desigualdade e a sustentabilidade, mobilizando os cidadãos de todo o mundo a promoverem mudanças significativas e duradouras através da plataforma Global Citizen.

A série tem a participação de ativistas famosos como Hugh Jackman, Common, Usher, Rachel Brosnahan, Gayle King, Bonang Matheba, Darren Criss, Pharrell Williams, Uso Adubba, Becky G e Priyanka Chopra Jonas

É um documentário de seis episódios, que resulta de uma parceria entre o NatGeo e a P&G, co-produzido pela Global Citizen e pela RadicalMedia.

Swipe Night – Tinder

Swipe Night – Tinder

A soma de conteúdo interativo, onde o público decide o que acontece na série a partir de decisões no app, mais uma história intrigante, ajudaram o Tinder criar uma série de conteúdo original para promover a marca e colocar em prática a tendência de multi plataforma para engajamento,  posicionamento e crescimento da marca.

Disponibilizada semanalmente dentro do próprio aplicativo, a atração traz episódios com cinco minutos de duração. Desta forma, a pessoa é colocada dentro de um cenário apocalíptico e precisa tomar decisões rápidas que afetam o final de cada história.

No fim, as escolhas feitas em Swipe Night são adicionadas ao perfil do espectador e ajudam o app a indicar pessoas com gostos e personalidades próximas. Assim, elas podem iniciar conversas com alguém que tem maior possibilidade de dar match.

The New York Times + Prime Video = Modern Love

The New York Times + Pride Video = Morden Love

Série produzida pela Prime Video, streaming da Amazon, em parceira com o The New York Times a partir da coluna semanal do jornal de mesmo nome da série, onde fala sobre relacionamentos, sentimentos, traições e revelações.

Esse é um exemplo de conteúdo original de uma marca,  The New York Times, que se une a plataformas que possui condição de produzir e transportar o conteúdo para outra plataforma e assim apresentar outros formatos e atingir outros públicos mundo a fora.

Sobre as implicações desse tipo de ação em marketing digital, é preciso atentar para algumas questões, caso você resolva criar conteúdo monetizado para no seu negócio.

Planejamento – Criação de conteúdo como estratégia é preciso um planejamento muito coeso e entendimento do branding da empresa muito claro. 

Possibilidade de parcerias – Maior identificação para realização de associação de marcas e assim poder produzir coisas originais.

Personalidade – Ótima ferramenta para demonstração de propósitos da marca e aproximação com o cliente.

Ascensão do Público 60+

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Público 60+ – Produtivo e consumidor

Os millenials assistem a suas celebridades favoritas envelhecerem sem parecer em nada com a imagem grisalha, frágil e parada que se esperava. Desconstrução da imagem de velhice e transformação mais inclusiva e realista.

Hoje é possível perceber que o público 60+ são pessoas ativas que estão antenadas com as novas tecnologias e é preciso considerá – los durante a criação de um produto/serviços.

Atualmente temos imagens muito diferente do que imaginavam nossos pais em relação ao público 60+. Desde Madonna, 61 anos e com ingressos a venda para a turnê Madame X, passando por Jane Fonda, 81 anos sendo casualmente presa toda semana, por protestar pelo futuro do planeta, até chegar em Fernanda Montenegro, 90 anos e um livro recém publicado.

O público antes apenas velho, agora é altamente consumidor e formador de opinião.

Na maioria dos produtos e serviços um reforço dos estereótipos de passividade. Designers de produto em todo mundo buscam entender as demandas do valioso mercado dos mais velhos, mas constantemente subestimam o quanto eles não se vêem representados na ideia de “velhice”.

Tal ideia é geralmente baseada em um de dois cenários. De um lado, andadores, consultas ao médico e lembretes de tomar os remédios; do outro, excursões, cruzeiros e jantares dançantes.

Porém, dos nossos familiares mais próximos às maiores celebridades do mundo, vemos pessoas quebrando esses estereótipos todos os dias. E veremos cada vez mais, conforme a nossa geração vai envelhecendo. 

Da mesma forma que exigimos produtos adaptados às nossas necessidades e marcas que nos fazem sentir no máximo do nosso potencial, os “60+” têm toda razão de exigir isso. E talvez a solução esteja menos em adaptar produtos e serviços a uma ideia torta de velhice, e mais em criar produtos inteligentes, adaptáveis e acessíveis como um todo.

Exemplos inspiradores Público 60+

Pesquisa Tsunami 60+

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Tsunami 60+

Essa é uma pesquisa inspiradora e que prova de todas as variáveis como a geração 60+ consome muito diferente do que temos no nosso imaginário. Vale a pena visitar o site e descobrir tudo sobre esses consumidores. Abaixo algumas cosias que acredito que vale destaque.

Crescimento – “Hoje temos mais avós do que netos: a população com mais de 60 anos, pela primeira vez, passa a de até 5 anos. Em 2030, teremos mais idosos do que pessoas com até 14 anos.”

Diversidade – “Uma pessoa de 60 anos é tão diferente de uma de 90 quanto uma criança de 10 é diferente de um adulto de 40. Há muita diversidade dentro dos 60+”

Redes Sociais -“Eles estão na internet, principalmente, no Facebook e no Whatsapp. O público maduro é digital SIM! Quem ainda não se atentou para isso, está perdendo vendas.”

Renda – “Com a renda curta no fim da vida, ajudando a família e com gastos crescentes com saúde, a organização financeira desta parcela da população é um desafio ainda sem resposta. No Brasil, as pessoas acima dos 60 anos não podem e não querem parar.”

Consumo – “Quando comparado com os mais jovens, o consumo dos maduros cresceu 3x mais rápido na última década. [Goldman Sachs] Enquanto isso… 63% dos negócios têm como target os millennials”

Relacionamentos – “A geração que hoje tem mais de 60 anos quebrou barreiras na juventude. Namorou, casou, se separou, casou de novo. E hoje relata uma vida sexual muito mais ativa do que a sociedade imagina.”

Imagens de Pesquisa do Google

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Uma excelente forma de começar uma pesquisa sobre um determinado público, é pesquisando no Google como essa público é retratado. O maior buscador da internet influencia completamente o imaginário que criamos de tudo. Na construção de público não é diferente. Lembrando sempre que essas imagens são criadas por consumidores e marcas.

Ao colocarmos o termo “seniors”as imagens que aparecem é sempre de pessoas mais velhas alegres, festejando ou praticando atividade física.

Isso mostra muito claramente que esse público tem grande potencial de consumo e a forma como as marcas tem trabalhado para atendê-los vem mudando e com todo sentido.

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Apple Watch Series 5

Um bom exemplo de marca que criou produtos pensando no público mais velho é a Apple ao lançar o Apple Watch Series 5. 

O atual dispositivo portátil da Apple inclui uma tela maior, molduras mais finas e mais cantos arredondados do que as versões anteriores.

Esta versão do Apple Watch também possui um sistema de eletrocardiograma (ECG) capaz de detectar se você está apresentando anormalidades cardíacas, como fibrilação atrial. Há também uma ferramenta de detecção de queda integrada que entra em contato automaticamente com os serviços de emergência se você cair. O Apple Watch Series 5 também inclui um alto-falante mais alto (ideal para receber chamadas), uma parte traseira de cerâmica e cristal de safira e maior capacidade de armazenamento.

Conforme as pessoas se recusam a envelhecer da maneira com que esperávamos, teremos que aprender a conviver de igual para igual e não mais encará-las como um grupo a ser isolado. Por mais que haja limitações a serem respeitadas, os estereótipos e a inferiorização que guiam boa parte das estratégias de comunicação e produto não vão mais funcionar. Acessibilidade segue, sim, muito importante, especialmente quando funciona para diferentes públicos sem perder o “sex appeal” da marca em troca de uma falsa ideia de adaptação ao público senior.

Sustentabilidade Acessível

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Sustentabilidade acessível

Ser marca sustentável não é mais sinônimo de coisa cara. Quanto mais acessível mais sustentável.

Do sofisticado e raro ao acessível e difundido: essa é a jornada do consumo ecológico nos últimos anos. E quando as alternativas ecológicas se tornam mainstream dessa maneira, elas não são mais uma moeda de status emocionante.

No início marcas sustentáveis era para status, hoje as marcas tem percebido que o movimentos dos consumidores é exigir acessibilidade, até para fazer sentido o discurso de sustentabilidade que é o papel de todos da sociedade.

A principal implicação? Uma mudança no cálculo moral para os consumidores. Porque quando as alternativas ecológicas são tão disponíveis, acessíveis e eficazes quanto a opção herdada, não há razão para não escolhê-las.

A perspectiva é que as pessoas se tornem ainda mais exigentes em relação ao consumo responsável, e com isso, as marcas precisarão adaptar a forma como se comunicam atualmente com seus públicos.

Antes, os consumidores se sentiam bem por adquirir um produto sustentável e havia um status nesse esforço. Agora, eles sentirão vergonha ao consumir um produto que não tenha essa preocupação. E isso já tem até um termo: greenshame ou, em português, ecovergonha

Dessa maneira, as marcas também deverão mudar a sua linguagem. Não que essa nova comunicação deva ser apoiada em sentimentos como culpa e vergonha, mas ela precisará ser um reflexo do próprio discurso dos consumidores: mais firme, que mostre a realidade de forma mais crua e, assim, gere um maior senso de urgência.

Exemplos de Marcas Sustentáveis e Acessíveis

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Quero Dobra

Essa é uma marca brasileira que desde sua criação nasceu sustentável, seja na forma do modelo de negócio onde prezam pela economia criativa, e assim não possuem escritório ou fábrica gigantesca.

O principal produto são as carteiras feitas a partir de dobras de papéis recicláveis, a partir desse produto foram desenvolvidos outros como tênis, bolso para camisas, cachepôs para plantas, quadros, luminárias e vários outros produtos.

Além de ter a sustentabilidade como princípio a marca preza muito por fazer dos seus clientes pertencentes de um movimento, criando assim uma espécie de clube onde ao adquirir o produto você tem acesso a vários conteúdos exclusivos.

Portanto, esse é um excelente exemplo de marca acessível que entende que para ser sustentável é preciso quebrar o padrão de status.

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Menos 1 Lixo

A marca nasceu do manifesto Salvando o Planeta 1 Copo Por Vez realizado por Fe Cortez que ao assistir um documentário sobre o impacto da geração de lixo na sociedade, aplicou a sua vida uma forma de produzir menos lixo.

O que chama atenção nessa marca é que ela parte do princípio de sustentabilidade para todos, porque entendeu que não adianta falar de redução de lixo se não for para todos.

A empresa se define como um movimento de educação, ativismo e amor. Já que no momento que você começa a usar o copo você se sensibiliza com a produção de lixo em outros lugares da nossa vida.

Cada um tem o custo correspondente a 5 euros (40 reais), ou seja, bem mais acessível do que se pensava por sustentável um tempo atrás.

Muitas marcas percebem quem precisam atentar para as questões climáticas, mas cuidado ao tentar ser o que não é. Então, algumas coisas precisam ser observadas ao criar estratégias de marketing com esse viés.

Realidade x expectativa – Criar estratégias de marketing que conversem com a realidade que se pretende passar em relação ao real engajamento da marca é o diferencial de marca para marca.

O consumidor sabe o que quer – Os consumidores estão atentos e pesquisando o que realmente é sustentável e o que uma ação criada para vender mais sem verdade.

Alinhar o tom – Mudar a linguagem e a forma de comunicar com os diferentes públicos como forma de envolver o consumidor na responsabilidade da causa defendida pela marca.

Conclusão

#Humanizado #Inclusivo #Original #Propósito

Essas palavras são as que podem ser usadas para simplificar quais as tendências observadas em branding e que aplicadas ao ambiente online fazem com que as marcas aumentem o seu valor percebido.

É possível observar que consumidores buscam cada vez mais formas de se expressar através do que consomem e de quem consomem, por isso desenvolver marcas com propósito, e que possuem uma linguagem de aproximação e personalização com a intenção de ser inclusiva é uma das maiores tendências atuais.

Diante da pandemia do COVID-19 parece que essa necessidade ficou ainda mais latente quando as marcas precisaram se posicionar de maneira solidária e coerente, e muitas estão tendo que se reinventar para não soarem falsas e aprender com seus consumidores.

O meio digital apresenta possibilidades infinitas para que isso aconteça, cabe a nós enquanto profissionais de marketing fazer com as pessoas sejam impactadas da maneira mais original e real possível.

Se você chegou até aqui, é porque se interessa pelo assunto de construção de marcas e eu espero ter contribuído com você para pensar fora da caixa. Se esse conteúdo foi útil para você, ajude a chegar em mais pessoas compartilhando e comentando aqui comigo o que você achou de tudo que falei.

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